J.A-Qual o balanço do mandato até ao momento?
P - Creio que é muito positivo. Vamos, finalmente, assistir ao início da
construção do novo Hospital e à abertura de três novos excelentes Extensões de
Saúde.
Prosseguimos numa estratégia de contenção da construção de mais habitação e de
planeamento rigoroso do ordenamento do território.
Promovemos a Educação a prioridade e desenvolvemos uma política de forte
investimento em novas Escolas e na recuperação de edifícios antigos.
Desenvolvemos uma nova estratégia visando os apoios coerentes à Juventude em
geral e ao empreendedorismo em particular.
Adoptámos novas políticas ambiciosas e de vanguarda no âmbito do ambiente, seja
na limpeza urbana (EMAC), no tratamento de efluentes líquidos (SANEST) e de
resíduos sólidos (AMTRES).
Reforçámos o apoio ao desenvolvimento do turismo de qualidade, assistindo-se
hoje a um surto notável de investimentos em novas unidades hoteleiras, para além
de termos promovido uma estratégia de captação de eventos de prestígio (Moda
Lisboa-Estoril, Campeonatos do Mundo de Vela e European Film Festival).
Recuperámos para o município e reabilitámos ou iniciámos a recuperação de
importantes peças do património histórico como seja a Fortaleza da Cidadela.
Mantivemos um elevado grau de iniciativas e eventos culturais e lançámos novos
equipamentos culturais, como a Casa das Histórias e Desenhos – Museu Paula Rego.
Foi prestada uma muito particular atenção aos apoios de natureza social aos mais
desfavorecidos e ao lançamento de equipamentos desta natureza.
Foi erradicado o Bairro da Marianas e esperamos o mesmo desfecho no Fim-do-Mundo
nos próximos dois anos.
Prosseguimos uma política de fomento e desenvolvimento desportivo traduzida em
mais e melhores equipamentos, entre os quais diversos campos sintéticos de
relva, recintos desportivos de bairro e os magníficos pavilhões gimnodesportivos
de Cascais, dos Lombos, do 1º de Maio de Tires e, proximamente, o de Sassoeiros.
Lançámos a Piscina de Abóboda.
Assumimos uma reforçada intervenção na manutenção e requalificação do espaço
público.
Cuidámos do reforço do investimento na protecção civil e dos apoios às
corporações de bombeiros.
J.A-A nível das freguesias, que obras têm sido realizadas?
P - A título meramente exemplificativo e para além do reforço e
requalificação do espaço público e da rede viária:
Alcabideche – Extensão do Centro de Saúde e acessibilidades ao Hospital;
Carcavelos – Pavilhão dos Lombos Sul e Auditório Municipal;
Estoril – Extensão do Centro de Saúde e Centro de Interpretação
Ambiental;
Parede – Requalificação das Praias e Passagem Inferior dos Jardins da
Parede;
S. Domingos de Rana – Edifício da nova extensão do Centro de Saúde
Biblioteca Municipal;
Cascais – Pavilhão Oriental de Cascais e Farol de Santa Marta.
J.A-Quais são os principais problemas e necessidades do concelho?
P - O principal problema, em vias de solução, releva das carências no âmbito
da Saúde. Subsistem ainda bairros de barracas muito degradados, em vias de
erradicação, e temos diversos problemas na rede viária que urge resolver em
colaboração com a Estradas de Portugal.
J.A-Das áreas mais importantes da autarquia, quais as que se destacam pela
positiva e pela negativa?
P - Por um lado, as políticas culturais, educativas, sociais e desportivas,
e, por outro lado, o sucesso no desenvolvimento turístico. Pela negativa
reincido na questão da habitação degradada e nas acessibilidades difíceis
nalgumas ligações.
J.A-Como é que perspectiva o futuro do Concelho?
P - Alterado a o paradigma de desenvolvimento, com forte acentuação na
sustentabilidade e na defesa do ambiente, creio que reforçaremos a posição de
município líder em qualidade vida.
J.A-Qual é a situação financeira da autarquia?
P - Chegámos ao final de 2007 com uma situação financeira muito saudável –
como é reconhecido pelas mais reputadas agências internacionais de rating –
graças a uma estratégia prudente e responsável, o que nos permitirá desenvolver,
com ousadia e visão de futuro, novos e necessários investimentos. Isto apesar
das dívidas do Estado à Câmara Municipal, que atingem foros de escândalo pelo
montante e pelo atraso.
J.A-Qual o seu grande projecto para a autarquia?
P - Já referi que é concluir o novo Hospital e a rede de Centros e Extensões
de Saúde.
J.A-Qual a principal lacuna da autarquia, que não lhe permite gerir a mesma
da forma pretendida?
P - A recusa do Estado em transferir poderes efectivos para a Câmara,
mormente no domínio do Litoral, e a burocracia que nos impõe através de uma
multiplicidade de entidades que se sobrepõem na interferência na gestão de
vários aspectos do Município.
O Jornal das Autarquias agradece a disponibilidade do Sr.Presidente da Câmara
Municipal de Cascais.
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