J.A.-Sr. Presidente, muito bom dia. Agradecemos a disponibilidade que
demonstrou ao ter-nos recebido.
Gostaríamos de saber tudo o que foi feito durante o seu mandato e o que pensa
fazer no futuro?
P.- O meu mandato actual vai a meio, fiz um primeiro completo e este, se
Deus quiser, vou completá-lo em Outubro de 2009.
Fundamentalmente, tem sido o apoio à população, no aspecto da educação, com todo
o trabalho de manutenção, reparações e cuidados com a juventude. O apoio também,
no aspecto cultural ao levar as crianças ao teatro, comemorar o dia da criança,
satisfazer todos os transportes necessários desde que sejam para transportar as
crianças, a pedido da escola, para visitas de estudo e de enriquecimento,
subsidiar intercâmbios internacionais, por exemplo, entre a escola Secundária,
aqui de Alcabideche, e outras escolas espalhadas por essa Europa toda, receber
também os que têm cá vindo.
Depois, no domínio do apoio à acção social, este tem sido enorme em todos os
aspectos, não só aos carenciados como aos menos carenciados.
Também às colectividades e aos eventos desportivos, fizemos um apoio total em
tudo aquilo que foi necessário e que está no nosso âmbito.
Depois, em relação a tudo quanto é espaço público, desde os ajardinamentos (que
agora nos foram retirados, desde o dia 01 de Janeiro, pela Câmara Municipal de
Cascais), desde problemas nos transportes públicos, no trânsito (implementação
de sinalização de trânsito que a Câmara projecta), portanto, uma panóplia, de
nunca estar quieto, como o Sr. deve calcular, uma freguesia como a nossa, que é
a maior do concelho de Cascais, que tem 39,7 Km2 e 52.200 habitantes.
Por outro lado, também, o que é que me preocupa?
Embora não dependendo de mim, mas tendo o cuidado de alertar as entidades
camarárias, preocupa-me a rede viária. A rede viária está um caos. Cada vez há
mais construção, mais construção de projectos, já aprovados em anterior mandato,
que não deste presidente de Câmara, do anterior, mas que os investidores, agora
é que estão em força. E se o Sr. percorrer a freguesia de Alcabideche, encontra
construções em todo o lado. Ora, aquela construção é para vender, é para ser
habitada, é para trazer mais gente e é para trazer carros. E não vejo a rede
viária a sofrer qualquer tipo de alteração. E já não comporta o que existe
quanto mais o que vier a seguir.
Portanto, há realmente preocupações enormes. Agora, vamos ter aqui, na freguesia
de Alcabideche, o aparecimento de uma auto-estrada nova, que é a A16, que vai
para Sintra, a partir do meio de Junho. Já estão, neste momento, todos os
proprietários das parcelas a serem contactados. Vamos ter, também, o hospital
concelhio de Cascais, que é em Alcabideche, e que no dia 11 de Fevereiro começou
a sua construção.
Portanto, dá-me a sensação que, independentemente de outras freguesias, a
freguesia de Alcabideche, a que pomposamente chamam uma freguesia do interior, e
eu não sei o que é “o interior” a 3 Km da costa, vai nos próximos 10/15 anos dar
um pulo que é uma coisa extraordinária. É pena não haver, até esta data, um
ordenamento industrial, porque obrigaria termos parque industrial, termos zonas
de escritórios definidas, por exemplo, como tem Oeiras, o que faria o
ordenamento do território de uma forma, digamos, ordenada, como a própria
palavra o diz, mas com uma situação paisagística, urbanística, tudo isto de uma
forma completamente diferente. Ora bem, é exactamente isso que o futuro tem que
trazer para a freguesia de Alcabideche, porque o saldo qualitativo em termos de
progresso vai ser muito grande.
J.A.-Uma das coisas que nós sempre perguntamos, nas nossas entrevistas, é
como se põe em prática a acção social para com os idosos. Apoiam esta classe
etária?
P.- Apoiamos completamente.
Temos oito associações de idosos, dois centros de convívio, a quem nós prestamos
todo o cuidado e todo o carinho, não só no aspecto lúdico como no aspecto de
assistência, como no aspecto de todo o apoio que o Sr. possa crer e imaginar.
Claro, reservo para eles, que outra coisa não podia deixar de ser, a total
independência, portanto, eles tem as suas direcções, gerem-se como entenderem e
sempre que precisam da ajuda da junta, cá estamos nós para os apoiar.
J.A.-Desporto?
P.- Óptimo. Apoiamos todas as colectividades. Também são oito. Em todos
os campos, futsal, futebol, golfe, ginástica, tudo. E temos o nosso complexo
desportivo de Alcabideche ao serviço, não só da população, com uma piscina
municipal, onde nós fazemos a gestão daquele equipamento e portanto damos,
também, nessa área, o apoio total.
NOTA: Esta entrevista foi efectuada no dia 15 de Fevereiro de 2008
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