Agosto 2008 • N.º10 - I Série Inscrito no ERC sob o nº 125290
Cascais e Oeiras
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EDIÇÃO nº10 - CASCAIS E OEIRAS
Entrevista ao Sr. Presidente da Junta de Alcabideche

J.A.-Sr. Presidente, muito bom dia. Agradecemos a disponibilidade que demonstrou ao ter-nos recebido.
Gostaríamos de saber tudo o que foi feito durante o seu mandato e o que pensa fazer no futuro?
P.-
O meu mandato actual vai a meio, fiz um primeiro completo e este, se Deus quiser, vou completá-lo em Outubro de 2009.
Fundamentalmente, tem sido o apoio à população, no aspecto da educação, com todo o trabalho de manutenção, reparações e cuidados com a juventude. O apoio também, no aspecto cultural ao levar as crianças ao teatro, comemorar o dia da criança, satisfazer todos os transportes necessários desde que sejam para transportar as crianças, a pedido da escola, para visitas de estudo e de enriquecimento, subsidiar intercâmbios internacionais, por exemplo, entre a escola Secundária, aqui de Alcabideche, e outras escolas espalhadas por essa Europa toda, receber também os que têm cá vindo.
Depois, no domínio do apoio à acção social, este tem sido enorme em todos os aspectos, não só aos carenciados como aos menos carenciados.
Também às colectividades e aos eventos desportivos, fizemos um apoio total em tudo aquilo que foi necessário e que está no nosso âmbito.
Depois, em relação a tudo quanto é espaço público, desde os ajardinamentos (que agora nos foram retirados, desde o dia 01 de Janeiro, pela Câmara Municipal de Cascais), desde problemas nos transportes públicos, no trânsito (implementação de sinalização de trânsito que a Câmara projecta), portanto, uma panóplia, de nunca estar quieto, como o Sr. deve calcular, uma freguesia como a nossa, que é a maior do concelho de Cascais, que tem 39,7 Km2 e 52.200 habitantes.
Por outro lado, também, o que é que me preocupa?
Embora não dependendo de mim, mas tendo o cuidado de alertar as entidades camarárias, preocupa-me a rede viária. A rede viária está um caos. Cada vez há mais construção, mais construção de projectos, já aprovados em anterior mandato, que não deste presidente de Câmara, do anterior, mas que os investidores, agora é que estão em força. E se o Sr. percorrer a freguesia de Alcabideche, encontra construções em todo o lado. Ora, aquela construção é para vender, é para ser habitada, é para trazer mais gente e é para trazer carros. E não vejo a rede viária a sofrer qualquer tipo de alteração. E já não comporta o que existe quanto mais o que vier a seguir.
Portanto, há realmente preocupações enormes. Agora, vamos ter aqui, na freguesia de Alcabideche, o aparecimento de uma auto-estrada nova, que é a A16, que vai para Sintra, a partir do meio de Junho. Já estão, neste momento, todos os proprietários das parcelas a serem contactados. Vamos ter, também, o hospital concelhio de Cascais, que é em Alcabideche, e que no dia 11 de Fevereiro começou a sua construção.
Portanto, dá-me a sensação que, independentemente de outras freguesias, a freguesia de Alcabideche, a que pomposamente chamam uma freguesia do interior, e eu não sei o que é “o interior” a 3 Km da costa, vai nos próximos 10/15 anos dar um pulo que é uma coisa extraordinária. É pena não haver, até esta data, um ordenamento industrial, porque obrigaria termos parque industrial, termos zonas de escritórios definidas, por exemplo, como tem Oeiras, o que faria o ordenamento do território de uma forma, digamos, ordenada, como a própria palavra o diz, mas com uma situação paisagística, urbanística, tudo isto de uma forma completamente diferente. Ora bem, é exactamente isso que o futuro tem que trazer para a freguesia de Alcabideche, porque o saldo qualitativo em termos de progresso vai ser muito grande.

J.A.-Uma das coisas que nós sempre perguntamos, nas nossas entrevistas, é como se põe em prática a acção social para com os idosos. Apoiam esta classe etária?
P.-
Apoiamos completamente.
Temos oito associações de idosos, dois centros de convívio, a quem nós prestamos todo o cuidado e todo o carinho, não só no aspecto lúdico como no aspecto de assistência, como no aspecto de todo o apoio que o Sr. possa crer e imaginar. Claro, reservo para eles, que outra coisa não podia deixar de ser, a total independência, portanto, eles tem as suas direcções, gerem-se como entenderem e sempre que precisam da ajuda da junta, cá estamos nós para os apoiar.

J.A.-Desporto?
P.- Óptimo. Apoiamos todas as colectividades. Também são oito. Em todos os campos, futsal, futebol, golfe, ginástica, tudo. E temos o nosso complexo desportivo de Alcabideche ao serviço, não só da população, com uma piscina municipal, onde nós fazemos a gestão daquele equipamento e portanto damos, também, nessa área, o apoio total.

NOTA: Esta entrevista foi efectuada no dia 15 de Fevereiro de 2008

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