A Fortaleza de Peniche foi, em tempos, a sede de um importante complexo militar e acabou de ser construída em 1645.
Com a desvalorização da sua localização estratégica, e depois de assistir e participar em muitas guerras, procedeu-se à sua desactivação enquanto instalação militar, passando a servir como local de refúgio, residência de internamento e prisão de austríacos, alemães e até opositores políticos do Estado Novo.
No seu interior instalou-se o Museu de Peniche, que apresenta colecções representativas da etnografia local e das actividades económicas desta região.
Igreja de S. Pedro
A Igreja de S. Pedro localiza-se no coração do centro histórico de Peniche, constituindo o maior templo do concelho.
Esta igreja, datada do final do séc. XVI, apresenta-se dividida em três grandes naves. Nas naves laterais pontificam vários altares consagrados a divindades como Nossa Senhora da Boa Viagem, o Senhor do Bonfim, ou S. Pedro de Alcântara. Já na nave central destaca-se a magnificência barroca da capela-mor consagrada a S. Pedro, decorada com talha dourada e ostentando belíssimas colunas dorsas, para além de várias pinturas setecentistas representando cenas da vida do santo padroeiro.
Trata-se, sem dúvida, da mais imponente igreja do concelho.
Santuário da Nossa Senhora dos Remédios
A Capela de Nossa Senhora dos Remédios localizada junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, constitui a base de um
Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se a data de construção desta igreja supondo-se todavia que esta terá sido edificada provavelmente no séc. XVI.
Segundo a lenda a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a capela, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios.
A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida igreja e por uma praça fronteira orlada de casas nas quais residiam o ermitão e os mordomos, se abrigavam os romeiros, e se implantavam as cavalariças.
No que toca a este templo de salientar a capela-mor onde se venera a imagem de Nossa Senhora, os painéis de azulejos setecentistas evocando episódios da Paixão de Cristo, e a chamada capelinha do Senhor Morto, onde se venera uma imagem de Cristo, apelidada de Senhor dos Remédios.
Forte de S. João Baptista
O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído 1656.
Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história.
Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.
Touril de Atouguia da Baleia
Datável possivelmente do séc. XVIII, o Touril, tal como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura utilizada, como palco de lides tauromáquicas, porventura pela ociosa família real e nobreza, frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra de El-Rei.
Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, ainda se observam vários esteios de pedra, cravados no chão, delimitando a "arena", apresentando os tradicionais três orifícios.
O Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros e, simultaneamente, mais antigos exemplares do género existentes em Portugal.
Igreja de S. Leonardo (Vila de Atouguia)
A Igreja de S. Leonardo localizada na antiga vila de Atouguia da Baleia constitui o mais antigo templo cristão do concelho, datando do séc. XII.
Esta igreja de estilo gótico, consagrada a S. Leonardo, terá sido edificada, segundo a tradição, utilizando ossos de uma baleia que teria dado à costa.
Na sua frontaria apresenta um belíssimo portal em ogiva rematado por capiteis onde figuram representações estilizadas de seres mitológicos. Salienta-se ainda a rosácea, a torre sineira, rematada no coruchéu por duas pirâmides de arestas acogulhadas, e, na parte posterior, uma abside coroada por um renque de merlões.
O interior da igreja é dividido em três naves, por uma imponente arcaria ogival. Na capela-mor pontificam os retábulos e as pinturas quinhentistas, para além do túmulo de D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, 1º Conde de Atouguia. De referir ainda o soberbo frontal de altar constituído por um baixo-relevo em calcário branco representando a Natividade.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, datada dos finais séc. XVII, é um templo de estilo barroco, atribuível ao arquitecto João Antunes, construído com as esmolas da população e de algumas figuras da nobreza portuguesa seiscentista, como a rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II.
No interior, de uma só nave abobadada, destaca-se a capela-mor revestida a mármore, de diversas tonalidades (desde a colunata torsa do retábulo até aos medalhões das paredes laterais e do tecto), o altar de talha dourada, onde se abriga a imagem da padroeira, peça seiscentista, e as pias de água benta, de mármore da Arrábida, esculpidas em forama de concha.
Igreja da Misericórdia (Peniche)
Deste monumento destaca-se o tecto forrado com 55 quadros, representativos das cenas do Novo Testamento, espelhando o que de melhor se fazia na área da pintura regional no século XVII.
Para além desta banda desenhada concebida por diversos pintores, são de salientar as cinco magníficas telas da autoria de Josefa d’Óbidos, os azulejos que forram as paredes ou as esculturas
Mosteiro da Batalha (Batalha)
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, foi construído por causa de um voto que D. João I fez à Virgem se vencesse a Batalha de Aljubarrota contra os Castelhanos.
Eleito Património Mundial pela UNESCO este é o grande monumento do gótico final português e começou a ser construído em 1388.
No portal estão representados os Apóstolos, Profetas, Anjos e um Cristo ladeado pelos quatro evangelistas.
Na Capela do Fundador encontram-se os túmulos de D. João I, de D.ª Filipa de Lencastre e os dos seus filhos.
É também de realçar a beleza dos vitrais que representam as cenas da Visitação, Adoração dos Magos, Fuga para o Egipto e Ressurreição de Cristo.
No exterior destacam-se as gárgulas, goteiras salientes situadas na zona alta das paredes.
Este é, sem sombra de dúvida, um dos mais belos monumentos góticos de Portugal e da Humanidade.
Mosteiro de Alcobaça (Alcobaça)
implantado no fértil vale dos rios Alcoa e Baça, este mosteiro surge no seguimento de um voto de doação à Ordem de Císter feito por D. Afonso Henriques quando conquistou Santarém aos Mouros.
Da frente barroca com duas imponentes torres só restam, da fachada original, o portal, a rosácea e os dois janelões.
Nas capelas laterais do transepto encontram-se os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, magníficas edificações de escultura tumulária medieval. O transepto dá acesso à Sala dos Túmulos de D. Afonso II, D. Afonso III, suas esposas e alguns infantes.
As dependências do convento situam-se em redor do Claustro: a Sala do Capítulo, a Sala dos Monges, a cozinha do século XVIII e o Refeitório.
Podem ser vistos ricos painéis de azulejo na Sala dos Reis, bem como estátuas de barro de monarcas portugueses.
Castelo de Óbidos
O Castelo de Óbidos localiza-se na vila de mesmo nome, Freguesia de Santa Maria, Concelho de Óbidos, Distrito de Leiria, em Portugal.
Exemplo da fortificação medieval portuguesa, erguido sobre um pequeno monte, outrora à beira mar, domina a planície envolvente e o rio Arnóia, a Leste. Fruto de diversas intervenções arquitetônicas ao longo dos séculos, integra o conjunto da vila, que preserva as suas característas medievais de maneira quase que cenográfica
Castelo de Porto de Mós
Avista-se ao longe pelas suas torres, grandes e verdes, de forma bicuda, que faz deste castelo um dos mais originais do nosso País. Conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, viria a ganhar características palacianas, devido à intervenção de D. Sancho I, D. Dinis e D. Afonso, Conde de Ourém. Das cinco torres com que foi construído, restam hoje três, devido às constantes investidas árabes e, mais tarde, aos diversos abalos sísmicos que sofreu.
O castelo-solar de Porto de Mós apresenta planta pentagonal irregular, em estilo gótico e renascentista. Portas e janelas rectangulares e ogivais, bem assim como outros elementos construtivos e decorativos, revelam a coexistência de estilos, bem como similaridades com o Paço de Ourém.
Museu do Vidro (Marinha Grande)
O Museu do Vidro encontra-se instalado no Palácio Stephens, edifício de inspiração Neoclássica, construído na segunda metade do século XVIII, para servir de residência ao industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande. Criado por decreto-lei em 1954, o Museu do Vidro só abriu ao público em 13 de Dezembro de 1998, ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos de Indústria Vidreira. As atribuições do Museu são a recolha, estudo, conservação, salvaguarda e divulgação do património histórico e cultural vidreiro, local e nacional. A exposição permanente do Museu está organizada em núcleos, segundo a função e técnica de fabrico e decoração das peças, e é constituída por peças provenientes de vários centros de fabrico nacionais, produzidas entre o século XVII e o século XX. Estão também expostas as principais ferramentas e máquinas utilizadas para a produção e decoração de vidro, tanto no espaço fabril como na pequena oficina doméstica
Museu da Ceramica (Caldas da Rainha)
O Museu de Cerâmica localiza-se na Quinta Visconde de Sacavém, na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, cidade e Concelho das Caldas da Rainha, Distrito de Leiria, em Portugal.
Criado oficialmente em 1983, o imóvel onde se encontra instalado foi mandado construir na década de 1890 pelo 2º visconde de Sacavém, José Joaquim Pinto da Silva, coleccionador, ceramista e mecenas dos ceramistas caldenses. No recinto da Quinta, funcionou entre 1892 e 1896, o Atelier Cerâmico, dirigido pelo escultor austríaco Josef Füller.
O conjunto arquitectónico da Quinta, em estilo romântico revivalista, é constituído por um Palacete tardo-romântico, que abriga a exposição permanente, e por um edifício secundário onde se situam a sala de exposições temporárias, a loja, a olaria e o centro de documentação.
Os jardins da Quinta, de traçado romântico, constituem um conjunto evocativo do gosto do final do século XIX com as suas alamedas, canteiros, floreiras, lagos e um auditório ao ar livre.
Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha)
O Museu de José Malhoa, foi edificado no parque D. Carlos I , nas Caldas da Rainha em 1940.
Trata-se do primeiro museu construído de raiz em Portugal, projectado pelos arquitectos Paulino Montês (1897-1962) e Eugénio Correia (1897-1985).
O Museu reúne colecções de pintura, escultura, medalhística, desenho e cerâmica dos séculos XIX e XX.
Sítio (Nazaré)
O Sítio, desde sempre acompanhado pela lenda do alcaide D.Fuas Roupinho, é uma localidade visitada por muitos peregrinos.Aqui, pode-se encontrar a famosa Igreja da Nossa Senhora da Nazaré e, em seu redor, encontra-se o Terreiro da Romaria e o Hospital.
Esta antiga Igreja tem traços típicos barrocos. No seu interior encontramos uma riqueza antiga e uma beleza inconfundível. O seu tecto de madeira e o altar-mor trabalhado são prova viva dos séculos passados. No altar encontra-se a imagem da Virgem e do Menino oferecidos por D.João V. Nas traseiras deste santuário situa-se o Hospital que desde sempre acudiu aos problemas dos peregrinos. Ao fundo da rua D.Fuas situa-se o Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso. O lugar mais famoso do Sítio da Nazaré é, sem dúvida, o chamado Miradouro do Suberco,o qual mostra a mais bela vista das vilas portuguesas. Na outra ponta do Suberco encontra-se o Forte de S. Miguel Arcanjo, datado do séc. XVII onde está instalado o farol.
A ligação da praia e do Sítio faz-se através do Ascensor da Nazaré, mais conhecido pelas gentes da Nazaré como Elevador. Este meio de transporte que permite a ligação de duas localidades é visitado anualmente por milhares de pessoas, as quais aproveitam para ver a magnífica vista panorâmica da praia da Nazaré.
Por outro lado, no outro extremo da praia, encontra-se a Pederneira. Inicialmente denominada por Serro Petronero, ou seja, Golfo da Pederneira. A Pederneira foi durante muitos anos, entre os sécs. XII e XIV, um porto de mar, onde existiu um dos estaleiros mais activos do reino de Portugal.
Em plena vila encontra-se o Largo Bastião Fernandes que mostra o Pelourinho, o edifício dos Paços de Concelho e a Igreja Matriz da Nossa Senhora das Areias do séc. XVI. Junto ao Miradouro da Pederneira encontra-se a Igreja da Misericórdia construída no séc. XVII.
Na Nazaré pode sempre passear à frente do mar, ao longo paredão. À noite encontra bons bares, discotecas e no Verão vários espectáculos de rua.
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