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Março 2010 • N.º 29 - I Série - Torres Vedras, Alenquer e Azambuja - Inscrito no ERC sob o nº 125290
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Cultura - Concelhos de Torres Vedras / Alenquer / Azambuja
Praias Torres Vedras
Praias Torres VedrasPraias Torres Vedras

O Concelho de Torres Vedras possui mais de 20 km de costa marítima onde pontificam praias de rara beleza.

Entre pequenas praias tranquilas e largos areais cosmopolitas existem diversas alternativas para o lazer ou para a prática desportiva, nomeadamente, natação, surf, bodyboard, pesca, etc.

Falar de Santa Cruz é falar das praias mais conhecidas do concelho, com areais de longuíssima extensão e ondas que convidam à pratica de desportos náuticos.

A pureza das areias e águas, confirmada pelas várias distinções recebidas em 2009, e a animação diurna e nocturna, fazem com que estas praias sejam das mais concorridas da região Oeste na época balnear. O clima é ameno, permitindo até a frequência das praias fora da época habitual.

Castelo Medieval
Castelo MedievalCastelo Medieval

O cimento que reveste uma das cisternas e várias moedas e lápides, que se encontram no Museu Municipal, atestam a presença dos Romanos em Torres Vedras e uma antiguidade de construção anterior a Alanos ou Godos. A rodear a igreja, um cemitério medieval soterrado, do qual se retiraram algumas cabeceiras de sepultura, actualmente expostas no Museu Municipal de Torres Vedras.

O Castelo foi alvo de obras de reconstrução em 1886 e na década de 1980. Reconstruído por D. Afonso Henriques após a conquista aos Mouros foi ampliado, no final do século XIII, por D. Dinis.

Foi também alvo de intervenções nos reinados de D. Fernando (1373) e de D. Manuel I (1516).

Da estrutura deste monumento resta a porta ogival, encimada pelas armas nacionais manuelinas, ladeadas por esferas armilares com a Cruz de Cristo. No século XVI, o Castelo voltou a ser reparado por D. João Soares de Alarcão e Melo, alcaide-mor de Torres Vedras.

Em virtude do terramoto de 1755, apenas restam panos de muralha que assentam em muros de épocas anteriores à Idade Media; uma pequena torre cilíndrica a S.E. (que tem no interior uma sala de dois corpos e dois planos com abóbada de nervuras); no terreiro, sinais do antigo Paço, locais de cisternas e as ruínas do Palácio dos Alcaides, construído sobre alicerces e muros de edificações anteriores.

Aqueduto
AquedutoAqueduto

Obra utilitária cuja data de construção não foi ainda definitivamente assente. Dele há referência documental em 1561.

Apresenta duas ordens de arcos, distribuídos por mais de dois quilómetros.

Sofreu várias obras de reconstrução e restauro, nomeadamente no século XVIII e, mais recentemente. em 1990.

Chafariz dos Canos
Chafariz dos Canos

É a construção mais característica de Torres Vedras. A mais antiga menção a este monumento remonta a 1331, tendo sido reconstruído em 1561 pela Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, e restaurado em 1831. É composto por um pavilhão coberto com abobada de cruzaria. com nervuras que assentam sobre misulas cónicas.

Da face do pavilhão rasgam-se arcos ogivais e, a rematar o conjunto, coruchéus e ameias chanfradas do século XVI.

O espaço interior é ocupado por um tanque com duas bicas barrocas

Convento de Santo António do Varatojo
Convento de Santo António do VaratojoConvento de Santo António do Varatojo

De finais do século XV é monumento nacional e sofreu acrescentos ao longo dos séculos.Fundado em 1470, por voto e devoção do rei D. Afonso V, a Ordem de S. Francisco, sofreu beneficiações com D. João III. Novas ampliações se verificaram nos séculos XVII, XVIII e no século XX.

Da primitiva traça conserva a fachada e a porta. A porta apresenta arquivolta ogival, de capiteis com máscaras, hera, cachos de uvas, vinhas, folhas de carvalho e glande, base com moldurado característico do reinado de D. Afonso V.

A Igreja do Convento é de uma só nave, sem transepto e as suas paredes são revestidas por azulejos do século XVIII e vários nichos para confessionários, cujos azulejos se compõem de motivos alusivos á confissão.

Os altares laterais são revestidos por talha barroca e possuem uma banqueta de mármores embutidos.

  A capela-mor é o espaço mais rico da Igreja quer pela sua abobada de berço com caixotões, como pelo forro de azulejos do século XVIII com cenas da vida de Sto. António, emoldurados por largas cercaduras.

Dispõe ainda de outras riquezas que justificam uma visita demorada ao local.

Igreja da Misericórdia
Igreja da Misericórdia

Foi construída entre 1681 e 1752, sendo a sua porta principal encimada por aletas, que envolvem as armas reais. Recentemente sofreu obras de restauro.

Igreja de uma só nave, apresenta à entrada o coro alto sustentado por colunas de fustes estriados, assentes em altos socos.

As paredes são decoradas com telas e silhares de azulejos do século XVII e no tecto de abobada de berço, pinturas muito escurecidas com as armas de D. João V e o Brasão com a Comenda da Ordem de Cristo.

A capela-mor, decorada com mármores pretos, tem três altares com talha do século XVIII e frontais de couro pintado e lavrado do mesmo século.

No cruzeiro dois grandes painéis de azulejos do século XVII que representam a "Deposição da Cruz" e Nossa Senhora da Misericórdia e uma teia de pau-preto, de colunelos torneados e sustentada por colunas de mármore.

Dispõe de azulejos do século XVII, com motivos profanos.

Na sacristia, realce para a tela Visitação, (Josefa de Óbidos); um arcaz setecentista com pregarias em bronze da época, uma mesa de mármore com pé de balaustre sobre a qual se vê um baldaquino de talha dourada, de estilo "rocaille". O seu tecto, em abobada, é centrado e cantonado com peças em talha de madeira dourada.

Igreja de Santa Maria do Castelo
Igreja de Santa Maria do Castelo

Considerado monumento nacional, esta Igreja tem uma só nave com diversos espaços e profundo presbitério.

A sua fundação é muito antiga, na sua fachada são visíveis restos do portal românico de arquivoltas e capitéis decorados com pombas, assim como a porta lateral decorada com motivos românicos e inscrições em caracteres unciais.

Os altares apresentam talha dos finais do século XVIII. Realçamos algumas esculturas da época e dentro, uma pequena escultura quinhentista de «Santa Maria», no trono da capela-mor

Centro Histórico
Centro Histórico

O Centro Histórico de Torres Vedras remonta a épocas anteriores à nacionalidade e é constituído pelos bairros abrangidos pela antiga cerca medieval da vila, hoje inexistente (ver mapa).

O seu cerne é constituído pelo Castelo, onde ainda se pode constatar a existência de argamassas romanas nalgumas cisternas. Ainda antes da reconquista Torres Vedras era uma animada urbe, povoada por árabes, judeus e cristãos-primitivos. A construção das primeiras grandes muralhas no Castelo é atribuída precisamente aos muçulmanos.

Quando D. Afonso Henriques chega a Torres Vedras depara-se com uma fortificação arruinada que não oferece resistência aos invasores. A malha urbana estreita e sinuosa do Centro Histórico ascende ao período medieval.

Nas suas artérias sucedem-se edifícios de notável simplicidade construídos e reconstruídos ao longo de vários séculos, com especial relevo para o período pombalino.

É de salientar a escala humana das suas praças e adros, marcadas por edifícios de carácter monumental como os Paços do Concelho, o Chafariz dos Canos, a Igreja de S. Pedro, a Igreja de Santiago ou a Capela da Misericórdia. Dentro do Castelo pode admirar-se a mais antiga matriz de Torres Vedras a Igreja de Santa Maria.

A-dos-Cunhados

Caverna ou gruta
Caverna ou gruta

É toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam acesso a seres humanos. Podem ter desenvolvimento horizontal ou vertical em forma de galerias e salões. Ocorrem com maior freqüência em terrenos formados por rochas sedimentares, mas também em rochas ígneas e metamórficas, além de geleiras e recifes de coral.

São originárias de uma série de processos geológicos que podem envolver uma combinação de transformações químicas, tectônicas, biológicas e atmosféricas. Devido às condições ambientais exclusivas das cavernas, esse ecossistema apresenta uma fauna especializada para viver em ambientes escuros e sem vegetação nativa. Outros animais, como os morcegos, podem transitar entre seu interior e exterior. As cavernas também foram utilizadas, em idades remotas, como ambiente seguro e moradia para o homem primitivo, fato comprovado pela imensa variedade de evidências arqueológicas e pela arte rupestre. Em alguns casos essas cavidades também podem ser chamadas de tocas, lapas ou abismos. Os termos relativos a caverna geralmente utilizam a raiz espeleo-, derivada do latim spelaeum, do grego σπήλαιον, "caverna", da mesma raiz da palavra "espelunca".

As cavernas são estudadas pela espeleologia, uma ciência multidisciplinar que envolve diversos ramos do conhecimento, como a geologia, hidrologia, biologia, paleontologia e arqueologia. Além da importância científica, a exploração de cavernas representa um grande papel no turismo de aventura (ou ecoturismo), sendo uma parte importante da economia das regiões em que ocorrem.

Campelos

Museu Etnográfico de Campelos
Museu Etnográfico de Campelos

O Museu peças de mobiliário doméstico do século passado, retractando a vivência da época. Além da habitação, possui também uma adega equipada com as principais peças utilizadas na lavoura.

Solar dos Veteranos Militares
Solar dos Veteranos Militares

O solar dos Veteranos Militares foi fundado entre 1792 e 1827 por uma irmã de D. Maria I, Maria Francisca Benedita, com o objectivo de recolher os militares que ficassem inválidos em missão de serviço. Edifício monumental, “austero e frio”, é de estilo neoclássico e foi projectado por José da Costa e Silva

Runa

Património cultural e edificado
Património cultural e edificado

Igreja matriz, solar dos Veteranos Militares, cruzeiros, moinhos e azenhas, edifício do Centro Social de Runa, estação de caminhos-de-ferro e pontes romanas.

O solar dos Veteranos Militares foi fundado entre 1792 e 1827 por uma irmã de D. Maria I, Maria Francisca Benedita, com o objectivo de recolher os militares que ficassem inválidos em missão de serviço. Edifício monumental, “austero e frio”, é de estilo neoclássico e foi projectado por José da Costa e Silva.

Silveira

Moínho de Caixeiros
Moínho de CaixeirosMoínho de Caixeiros

O moínho de Caixeiros é um exemplo raro deste tipo de engenhos, pois trata-se de um "moínho de várzea", ou seja, implantado num vale. Foi edificado em 1836 pelo proprietário de uma azenha que se situava junto ao rio e que tinha sido destruída pelas cheias. Foi vendido várias vezes até que no ano de 1986 foi adquirido pela Câmara Municipal de Torres Vedras, que com a colaboração da Junta de Freguesia executou as obras de restauro, bem como a construção dos anexos de apoio. O moínho foi inaugurado em 10 de Julho de 1987. Gerido pela Junta de Freguesia, dispõe de serviço de bar e venda de pão e afins.  

Sendo um património de interesse cultural e turístico, onde o visitante pode observar a moagem dos cereais e o fabrico do pão, o moínho constitui um marco importante para as gerações vindouras, comprovado pelas inúmeras visitas de alunos, delegações estrangeiras, grupos de amigos, etc. durante todo ano.

Castelo de Alenquer
Castelo de Alenquer

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os testemunhos arqueológicos que atestam ter sido sucessivamente visitada e ocupada, ao longo dos séculos, por povos Gregos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Alanos, Godos e Muçulmanos, estes últimos responsáveis pela fortificação.

Igreja de São Pedro
Igreja de São Pedro

Numa capela renascentista desta igreja está guardado o Túmulo de Damião de Góis (Monumento Nacional). Nascido em Alenquer em 1502, é o autor da Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel. Foi um dos mais importantes humanistas portugueses, contactando de perto com o renascimento italiano e flamengo. Foi amigo de Erasmo e privou com Dürer, que lhe pintou um retrato. Condenado pelo Santo Ofício a cárcere perpétuo, assim morreu em 1574 no mosteiro da Batalha.

A Igreja da Misericórdia
A Igreja da MisericórdiaA Igreja da MisericórdiaA Igreja da Misericórdia

De acordo com uma lápide nela existente, foi refeita em 1595; depois do terramoto de 1755 foi restaurada. Tem um magnífico tecto de madeira pintada ao gosto do século XVIII. Apresenta ao centro, um vistoso escudo real amparado por dois anjos e envolvido por belas grinaldas de flores. Lateralmente, e envolvidos pela mesma composição floral há dois medalhões com versículos da Sagrada Escritura. As paredes laterais são guarnecidas de azulejos azuis e brancos enxaquetados. A parede do altar-mor, em plano mais elevados do que o pavimento da nave e com acesso por escadaria central, é de mármore branco com aplicações de negro e rosa. A tribuna central é de boa talha do século XVIII. Os dois nichos laterais têm guarnições bastante pobres. O pequeno ressalto que separa a nave da capela-mor está revestido de azulejos do século XVIII. Deste conjunto destacamos o painel figurativo que representa a «Visitação». No tímpano da igreja há uma tela, infelizmente muito degradada com o tema de «Nossa Senhora da Misericórdia». A igreja tem coro suportado por duas colunas de calcário com pias de água benta, um sóbrio púlpito de mármore e uma tribuna lateral para os mesários da Santa Casa.

Igreja da Várvea
Igreja da Várvea

As ruínas desta igreja, de fundação antiquíssima, situam-se junto às muralhas do Castelo próximas da Porta da Conceição. No século XV a primeira igreja foi queimada menos a capela-mor e as culpas do incêndio foram lançadas aos judeus que habitavam a judiaria próxima. Houve um processo judicial em que se provou o crime e foram condenados a reedificar a igreja e em seguida foram expulsos da vila. Anos depois a capela-mor foi reedificada por Damião de Goes que aí, por sua vontade, foi sepultado. O templo é bastante espaçoso e tem cinco altares. No principal venera-se Nossa Senhora da Purificação que é orago da igreja, e nos colaterais Santo António, S. Braz, Santo André e Ecce Homo, sendo tradição que esta última imagem foi dada pelo ilustre cronista Damião de Goes. A pia baptismal tem data de 1561.

Capela de Santa Catarina
Capela de Santa Catarina

Capela que integrava primitivamente um conjunto de edifícios pertencentes ao Oratório de Santa Catarina, projectados por Frei André de São Bernardino. No interior, salientam-se os altares de talha dourada e um púlpito do século XVII. (Imóvel de Interesse Público)

Padrão D'El Rei D. Sebastião
Padrão D'El Rei D. Sebastião

Situa-se à entrada do Parque Vaz Monteiro. Contém uma legenda que refere a construção de uma ponte sobre o Rio Alenquer, em 1576. O padrão contém um cão, as muralhas e porta de entrada de um castelo encimadas pelo escudo real, terminando numa pirâmide truncada, sobrepujada por uma esfera com cruz.

Igreja do Divino Espírito Santo (Ota)
Igreja do Divino Espírito Santo (Ota)

O actual templo deve ter sido antecedido por uma construção anterior de que restam traços de Época Manuelina. A azulejaria seiscentista, de tipo tapete, que reveste parte do interior da igreja é o apontamento decorativo de maior destaque, além da imagem da Senhora da Piedade, do séc. XVII (Melo, Guapo, Martins, 1989, 132

Cruzeiro (Ota)
Cruzeiro (Ota)

Junto da entrada sul da povoação e antes da ponte que lhe dá acesso está colocado, numa encruzilhada de estradas, um marco de cruzamento da Mala-Posta que assinala um dos pontos do trajecto Lisboa-Caldas da Rainha

Ponte da Ermida
Ponte da Ermida

A Ponte da Ermida é constituída por um arco em estilo românico, cercada de bonito e abundante arvoredo.

Existem diversas teses relativas à sua construção; uns defendem que foi construída no reinado de D. João II, de modo a facilitar a deslocação do Rei quando este ia ao encontro d Rainha D. Leonor a banhos para as Caldas, outros reclamam que a sua construção aconteceu no século XIX devido a uma questão técnica, precisamente a respectiva largura.

Como curiosidade, esta ponte sustenta dois enormes pinheiros na parte superior da via.

Palácio / Igreja Matriz do Intendente
Palácio / Igreja Matriz do Intendente

O Palácio Pina Manique, situa-se no centro da Vila de Manique do Intendente, e é dos finais do séc. XVIII. Apresenta-se no estilo neoclássico e é atribuído a Joaquim Fortunato de Novais. A linguagem simbólica da monarquia absolutista ditou o conceito do plano arquitectónico. Exemplo único em Portugal de igreja/palácio mandado edificar por particulares.

Torre Sineira
Torre Sineira

Observa-se as ruínas da casa onde D. João II teve residência para escapar à peste, e onde também, foi ponto de encontro daquele monarca com o descobridor do Novo Mundo, Cristóvão Colombo. Colombo foi recebido por D. João II em Vale do Paraíso, no dia 9 de Março de 1493, para lhe dar noticias sobre a descoberta das “Américas”.

Pelourinho
Pelourinho

Será oriundo do séc. XVI, muito provavelmente após a confirmação do “foral novo” de 1513, mas foi desmantelado em meados do século XIX. Entretanto, já na segunda metade do século XX, reergueu-se no centro da Praça do Município. O pelourinho assenta numa plataforma de três degraus, tem, entre outras características, estrias decoradas com motivos florais e capitel quadrangular com quatro brasões alternados.

Marco da Légua
Marco da Légua

Datado do séc. XIX, a oeste da Vila, indicava a oitava légua para quem de Lisboa vinha e a Santarém queria chegar. Diz-se que foi colocado em 1884.

Em termos artísticos, o Marco de Légua, como é conhecido, é uma coluna em jeito de paralelepípedo em pedra, onde assentam: a base cúbica, o fuste paralelepípedo (inscrição) e um tronco piramidal que serve de base a uma forma esférica que ostenta um relógio de sol

Igreja Matriz de Santa Marta
Igreja Matriz de Santa Marta

Destaca-se pelo facto de aqui ter celebrado, em 1376, o esponsal de D. Leonor de Alvim com o Contestável D. Nuno Álvares Pereira.

A igreja possui um conjunto de painéis de azulejos figurativos, séc. XVII/XIX, com cromia de cor azul de fundo branco e cercadura, alusivos à Vida de Santa Marta, padroeira dos que estão ao serviço dos necessitados e que ficou conhecida nos Evangelhos como “aquela que se afadigava com o muito serviço que tinha

Moinho de Maçussa
Moinho de Maçussa

No último quarteirão do século_XIX trabalhava com o moinho, o moleiro Joaquim Fernandes, que sabia com autoridade pela boca dos mais velhos que o moinho fora construído em 1711.

Até deixar de ser útil em 1952 o moinho trabalhou à troca. Por cada 10 quilos de trigo os fregueses recebiam 8 quilos de farinha, ou seja o peso do trigo entregue, maquiado 20% para quebras e ganhos.  

Em 1937 foi-lhe instalada uma mó para milho para assim poder atender melhor às necessidades da população.

Imponente, altivo e soberbo, ele está lá ainda velho e carcomido, orgulhando-se de um passado trabalhoso, mas cheio de pão e alegria para todos os Maçussanos.

Quem sabe que as mós do nosso moinho eram picadas cada 5/6 horas de trabalho, e que a mó de milho era picada a picão e a de trigo a picadeira e que os regos cravados nas mós se chamam girões e vêm alargando do centro da mó para fora para que a farinha saísse leve e bem? Quem sabe que o moleiro para aproveitar o nosso moinho sabe tudo isso e não só.

Fonte da Bica da Maçussa
Fonte da Bica da MaçussaFonte da Bica da Maçussa

Na Primeira década deste século com a população na sua maior densidade, a Câmara Municipal de Azambuja deu de empreitada a Joaquim Camilo Rodrigues por duzentos mil réis a construção de uma mina para a captação de águas para uma nova fonte da bica.

Com a empreitada arrematada, o Camilo contratou Amaro Ferreira, homem consciente em trabalhos desta natureza e outros, e iniciou a construção da mina na rampa do Peralta, perfurando o outeiro do moinho 80 metros.

A água encontrada foi encaminha a telha canuda para o local onde se encontra hoje a fonte.

Foi logo a seguir feito o chafariz, para bebedouro de gado, e dois tanques grandes para lavadouro de roupa hoje modificados.

Em 1924 foi efectuada uma pequena reparação tendo como encarregado António Brás, e em 1965 foi instalada uma nova canalização a plástico e aberto um poço na rampa do peralta até á boca da mina, com escada de ferro até ao fundo o entijolado a cimento. Esta fonte continua a ser bastante útil à população e com pequenas reparações tem-se conservado em muito bom estado até aos nossos dias.

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