Jorge Manuel da Cunha Mendes Riso
J.A. - O nosso país tem vindo a ser fustigado por intempéries, não muito frequentes nestes últimos anos. Sendo a sua zona uma das atingidas, solicitamos o vosso parecer sobre este assunto
P.C. - De facto, o nosso concelho tem sido, nos últimos tempos, fustigado por intempéries. Sublinhe-se todavia que, após a avaliação dos danos, em nenhum momento foi necessária a activação do Plano Municipal de Emergência (PME). O Serviço Municipal de Protecção Civil de Alenquer procedeu ao levantamento das ocorrências e coordenação das operações de minimização das vulnerabilidades deixadas pelo mau tempo, tendo dado uma resposta célere e cabal. De salientar que Alenquer é um dos dois únicos concelhos do país que tem o PME aprovado, situação que nos dá confiança acrescida para enfrentar situações do mesmo género.
J.A. - Além dos problemas provenientes dessa situação, quais os que considera que necessitam de maior intervenção no concelho?
P.C. - As câmaras municipais são instituições cuja missão passa pela melhoria das condições de vida das populações através da produção de infraestruturas e serviços de qualidade. À semelhança dos demais concelhos, Alenquer tem vários problemas que carecem de resolução. Tendo em conta a grave situação financeira que assola o país, julgamos sem prioritário a adopção de medidas de cariz social que permitam apoiar activamente os grupos mais desfavorecidos. A educação é outro dos eixos estratégicos da nossa acção governativa. Conscientes de que os jovens são o futuro do concelho, estamos determinados a criar condições para que possam ter um ensino de excelência no município. Para que tal seja exequível, continuaremos a construir os complexos escolares previstos na Carta Educativa concelhia. Por outro lado, e sem hipotecar as finanças municipais, procuraremos tornar o município mais competitivo e inovador, dinamizar a economia local e combater o desemprego.
J.A. - Como é que perspectiva o futuro do concelho?
P.C. - As perspectivas para o futuro do concelho são as melhores, mas há um longo e árduo caminho a percorrer. O concelho de Alenquer encontra-se no centro nevrálgico do país, está servido de excelentes acessibilidades e tem inúmeras potencialidades que urge explorar. Queremos um município capaz de prestar serviços eficazes, eficientes e de qualidade. Um município onde a modernização administrativa seja uma realidade e que potencie um concelho competitivo, moderno e com identidade, apostado no crescimento económico e no desenvolvimento sustentável. É nosso objectivo que Alenquer seja, em muito pouco tempo, um paradigma de desenvolvimento e inovação.
J.A. - Qual o seu grande projecto que tem para a autarquia?
P.C. - O grande desafio dos autarcas do futuro passa pela capacidade de converter dificuldades em oportunidades. Temos de ser proactivos e entender que os indicadores de competitividade do futuro serão necessariamente diferentes dos actuais. Teremos que criar condições para atrair empresas, sedear nichos de investigação e inovação tecnológica, facilitar a mobilidade das pessoas, fruir da diversidade cultural, captar fluxos turísticos e elevar os padrões de vida e de bem-estar das pessoas.
J.A. - Qual a situação financeira da autarquia?
P.C. - A situação financeira da autarquia é estável. Porém, não é possível definir planos, projectos e acções a concretizar em 2010 e nos anos subsequentes, sem ter em linha de conta a grave crise económica que o país atravessa. Esta situação obriga-nos a fazer opções de prioridade de investimentos e a introduzir medidas de contenção de despesas e de racionalização de gestão, com os objectivos de reduzirmos encargos e despesas; melhorarmos a eficiência e conseguirmos prestar melhores serviços ao município, às pessoas, às instituições e ao tecido empresarial.
J.A. - Qual o apoio que a autarquia pensa prestar às Juntas de Freguesia e a que nível?
P.C. - As juntas de freguesia são os órgãos de poder político que estão mais próximos dos cidadãos e dos seus problemas. Devemos, por isso, reconhecer e valorizar o seu papel na prestação do serviço público à escala local. Cientes da importância das Juntas de Freguesia e de que as mesmas são parceiros fundamentais para a prossecução dos objectivos estratégicos desta edilidade, criamos, no inicio deste novo mandato, o Gabinete de Apoio aos Órgãos Autárquicos, de maneira a agilizar os processos entre os dois órgãos autárquicos e a enfrentar sinergeticamente os desafios que se colocam ao nível das freguesias. Note-se igualmente que o reconhecimento do papel das juntas pela Câmara Municipal de Alenquer é desde há muito tempo perceptível na clara aposta na consolidação das novas competências das freguesias, com especial enfoque para a área da educação e para a gestão do espaço público, e na transferência equitativa das verbas que é feita pelas 16 freguesias desta edilidade.
J.A. - Alguma mensagem que queira deixar aos cidadãos da sua região?
P.C. - Gostaria de deixar uma mensagem de confiança. O executivo que preside a Câmara Municipal de Alenquer é constituído por cidadãos determinados e empenhados no desenvolvimento e na defesa dos interesses do nosso concelho. Por um grupo de cidadãos que acredita na causa pública e que tem como prioridades únicas a resolução dos problemas, necessidades e expectativas dos munícipes.
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