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Março 2010 • N.º 29 - I Série - Torres Vedras, Alenquer e Azambuja - Inscrito no ERC sob o nº 125290
ENTREVISTAS | INFORMAÇÕES ÚTEIS | LOCALIZAÇÃO | SERVIÇOS | RESTAURANTES | CONSTRUÇÃO | LAZER | CULTURA | GASTRONOMIA
Entrevista ao Presidente da Câmara Municipal da Azambuja

Joaquim António de Sousa Neves RamosJoaquim António de Sousa Neves Ramos

J.A. - O nosso país tem vindo a ser fustigado por intempéries, não muito frequentes nestes últimos anos. Sendo a sua zona uma das atingidas, solicitamos o vosso parecer sobre este assunto.
P.C. - O Município de Azambuja integra-se numa região de alto risco, não só pelas suas condições naturais – está inserido na bacia do Baixo Tejo e sobre a falha sísmica do Vale do Tejo – como também pelas suas características em termos de integração no País. Passam por aqui a principal linha ferroviária, os principais eixos rodoviários, a totalidade das estruturas de abastecimento de água e electricidade à Grande Lisboa. Por isso temos investido muito na Protecção Civil, que está totalmente operacional para enfrentar estes riscos, como o provou a forma como enfrentámos o tornado de 23 de Dezembro e duma maneira geral o facto de, apesar desses riscos, não haver registo nos últimos anos de situações que tenham posto em risco pessoas e bens por falta de capacidade operacional. Penso que em função das inevitáveis alterações climáticas e das suas consequências, teremos que continuar a investir na Protecção Civil.

J.A. - Além dos problemas provenientes dessa situação, quais os que considera que necessitam de maior intervenção no concelho?
P.C. - Neste momento os maiores problemas do Concelho, para além dos inevitáveis reflexos conjunturais que decorrem da crise internacional, prendem-se com a desadequação dos instrumentos de gestão territorial, cuja rigidez e demora de adaptação constituem, em meu entender, o maior obstáculo ao desenvolvimento do País. Temos um Plano Director Municipal que tem 15 anos, inamovível e sacrossanto, cujo processo de revisão, iniciado há dez anos, ainda não tem fim à vista. Imagine-se entretanto, neste período, o que a Sociedade e as necessidades de dar resposta a questões como o emprego e o desenvolvimento evoluíram…

J.A. - Como é que perspectiva o futuro do concelho?
P.C. - O Concelho tem imensas potencialidades de desenvolvimento na área do Turismo – de acordo com os novos vectores da procura turística-, da logística – dada a sua proximidade à Área Metropolitana de Lisboa e das novas tecnologias – facilitada pela sua proximidade a Pólos Universitários e de Investigação e pelo facto de sermos elegíveis em termos do QREN. Mas, como referi, enquanto o planeamento e gestão territoriais forem o que são, a generalidade dos projectos “ morre na casca”.

J.A. - Qual o seu grande projecto que tem para a autarquia?
P.C. - A nossa actuação no corrente mandato tem cinco áreas prioritárias definidas: ambiente e saneamento, requalificação urbana e reabilitação do edificado, educação, desenvolvimento e emprego.

J.A. - Qual a situação financeira da autarquia?
P.C. - Não há nenhuma instituição pública em Portugal que possa afirmar ter boa situação financeira, excepto, talvez, o Ministério das Finanças…Mas neste panorama, a nossa situação não é preocupante : temos a dívida controlada – bastante inferior aos limites legais -, temos uma estrutura orçamental saudável , pagamos a tempo e horas.

J.A. - Qual o apoio que a autarquia pensa prestar às Juntas de Freguesia e a que nível?
P.C. - Temos um Protocolo com as Juntas de Freguesia ao nível de delegação de competências que, para além de lhes permitir uma maior inserção na gestão autárquica, lhes dá alguma folga financeira. Cumprimo-lo escrupulosamente. Para além disso, participamos financeira e tecnicamente em muitas iniciativas das Juntas.

J.A. - Alguma mensagem que queira deixar aos cidadãos da sua região?
P.C. - A mensagem é uma mensagem geral : temos um Concelho com imensas potencialidades e é preciso que trabalhemos todos juntos para melhorar a nossa qualidade de vida e o nosso nível de desenvolvimento.

J.A. - Por último, já visitou o nosso jornal “Jornal das Autarquias” on-line?
P.C. - Sim, já visitei

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